É possível separar a vida pessoal da vida profissional?

Maíra Ataíde

Olá Mulheres!
Empreendedora ou não, certamente você já deve ter se deparado com este questionamento no mínimo desafiador. Afinal somos convidadas quase todo instante a nos posicionar de forma divisível nas esferas da vida onde diariamente transitamos.
Para auxiliar no entendimento e resposta para a pergunta que intitula este texto, apropriarei do estudo etimológico da palavra indivíduo, que colabora poderosamente em nossa reflexão sobre esta temática.
Do Latim, indivíduo deriva de Individuus e caracteriza-se por aquilo não pode ser dividido. Logo, o indivíduo consiste em um ser individual, conhecido pela sua existência única e indivisível.
Para surpresa de algumas, não é possível separar a vida pessoal da vida profissional.
O que é perfeitamente possível e devido dentro de nossa realidade é equilibrar os contextos, para que assim tenhamos indivíduos harmonicamente sintonizados em suas demandas.
Vale lembrar que não temos uma receita de bolo que informe quais são os ingredientes e qual a quantidade destes para que se tenha um efetivo equilíbrio dos contextos em que nos encontramos inseridos, contudo arrisco algumas dicas a se pensar quando pretender alinhar aspectos da vida pessoal e profissional:
• Autoconhecimento; esta competência possibilita conhecer-nos melhor, percebendo-nos de forma realista tal como somos, mesmo em nossos piores momentos. Assim realizando, identifica-se maior propensão ao autocontrole, característica tão benéfica e de tamanha importância em nossas vidas.
• Definição de prioridades; tendo em vista que proporciona ganho de tempo e visão clara de foco, o que automaticamente abre caminhos para a saúde física e emocional.
• Boa comunicação; a clareza e objetividade da comunicação gera fluxos anti-stress, pois eliminam barreiras, tornando palpáveis projetos pessoais e profissionais.
• Domínio de sua rotina; em todos os âmbitos de sua vida tenha metas claras, acredite nelas e não se esqueça de focar diariamente em seus valores, respeitando-os e gerando conexões que façam sentido para sua vida.
• Bom senso; para você, para o próximo, para cada minuto da vida, pois esta pequena palavra, abarca sentidos grandiosos e consequências tão positivas capazes de colaborar significativamente em favor de sua saúde e bem-estar e dos demais à sua volta.

O que você tem feito para reter os talentos da sua empresa?

Começar uma reflexão com esta pergunta requer no mínimo tranquilidade para respondê-la e bom senso para pensar no que se tem feito em favor de manter seus funcionários atuando em prol do bom desenvolvimento da empresa e satisfeitos com o ambiente que o cerca.
Em tempos de crise, constata-se através do discurso dos gestores, que “não há verba suficiente para implantar ações que auxiliem na retenção de talentos”, bem como; “minha empresa é pequena e não tenho equipe para cuidar deste assunto”.
Vale lembrar que não há uma regra definida e que tampouco custe efetivamente um valor estipulado em reais, assim como não existe regra que estipule tamanho da empresa para fazer acontecer uma boa e estruturada política de retenção de talentos.
Se buscarmos conexões interativas junto à equipe, pautadas em uma política de feedback pontual, onde prevaleça o desejo de desenvolver pessoas, tem-se aí o início do processo de retenção de talentos.
Uma boa política de retenção inicia-se pelo entendimento estratégico da posição ocupada por cada colaborador. Saber se o cargo/função está adequadamente compatível ao perfil de cada colaborador, garantirá a assertividade e produtividade que daí advém de ter a pessoa certa no lugar certo. Observações práticas e escutas psicológicas nos postos de trabalho comprovam que pessoas satisfeitas e laboralmente bem colocadas produzem mais e com maior qualidade.
Aliado ao posicionamento estratégico, outra importante ferramenta que auxilia na retenção de talentos é o treinamento. Sugere-se reservar determinadas horas de treinamentos técnicos e comportamentais, no intuito de desenvolver os colaboradores. Ressalto que temos um leque considerável de opções, não sendo as questões financeiras entrave para sua realização. Atualmente existe uma vastidão de opções em cursos online e algumas opções a baixo custo que facilitam o investimento. Chamo a atenção também para o desenvolvimento denominado um a um. Conversar individualmente com seus colaboradores, olhar nos olhos e procurar saber como estão, denota significativa preocupação e interesse pela causa do outro.
Procure remunerar seus colaboradores de maneira justa. Opte por formas de tornar tal remuneração atraente, mantendo o salário sempre em dia. Pense também em agregar ao salário, bônus de alguma forma, lembrando que para muitas pessoas o mais importante é o salário ao final do mês, mas para a
outra parte dessa porção, significativo mesmo são as questões que envolvem tempo de qualidade com família e amigos, feedback e reconhecimento.
Tão importante quanto preocupar-se com a retenção dos talentos, é conhecer paulatinamente, mas de forma holística seus colaboradores, pares de trabalho e os benefícios proporcionados por uma boa gestão de retenção de talentos, que automaticamente se transforma em benefícios diversos como a fidelização de clientes, crescimento da empresa, além de garantir a melhoria nos resultados do seu negócio.

Desafios de gestão no mundo Vuca

Maíra Ataíde

Este termo é relativamente novo no Brasil e tem sido utilizado por estudiosos para classificar mudanças pelas quais o mundo passa com a revolução tecnológica e social.

O termo VUCA é oriundo do inglês e retrata as expressões volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade vivenciadas atualmente nos ambientes empresarias, devido às constantes mudanças e inovações propostas pela revolução tecnológica e social.

Já parou para pensar qual o papel do líder mediante este novo cenário?

E os liderados, o que esperar deles?

O que você tem feito para desenvolver e reter seus talentos nesta era de transformação digital tão veloz? Vale lembrar que ao falar sobre retenção de talentos, temos assunto suficiente para outros tantos textos, que posteriormente serão desenvolvidos.

Mediante tantas dificuldades de previsões, principalmente no âmbito financeiro, onde algumas empresas estão com graves dificuldades em se tornar competitivas, outras até sucumbem e culminam em sua dissolução; somos convidados a desenvolver técnicas menos engessadas, de maior compreensão e envolvimento de líderes e liderados.

Há diversas apostas e uma infinidade de vieses a serem contemplados sob forma de superar tais obstáculos.

É imprescindível fazer um planejamento claro, onde a visibilidade de ações e suas execuções sejam funcionais e acessíveis, buscando antever as oportunidades geradas através de mudanças que por hora podem se apresentar de forma turbulenta.

Defendo a liderança coletiva como forte aliada neste processo. Como sugere o próprio nome, ela é entendida como um processo dinâmico em que a figura do líder utiliza estrategicamente suas experiências e habilidades em rede. Esta maneira de liderar é avessa à forma tradicional do líder, tal como conhecemos com aquela figura que nos ocorre de um “chefe” heroico, perpassando por uma figura de unicidade.

Através da liderança coletiva, tanto líderes quanto liderados são responsáveis pela gestão e para tanto devem contribuir para o sucesso da mesma. Assim o colaborador conseguirá se alinhar de forma mais interativa à cultura da empresa, facilitando o trabalho em equipe não apenas entre pares de trabalho, mas privilegiando também as diferentes áreas de trabalho, em sua totalidade, focalizando também o cliente externo. Acredito ser esta uma forma positiva de encarar os desafios de forma mais consciente e estratégica.

E por falar em desafio, acredito também que este seja o maior desafio de gestão no contexto Vuca; redesenhar a maneira de exercer a liderança, abandonando o modelo de líder heroico e cedendo espaço à liderança democrática, coletiva, permitindo que as organizações se preparem para o futuro realizando as adaptações necessárias em função de resultados e objetivos comuns.

Empreendimento X Maternidade

por Maíra Ataíde

Ter o próprio negócio parece tarefa simples, não apenas pelo status que este estado produz, mas também por estar diretamente relacionado à liberdade e flexibilidade de horários, que dão autonomia e empoderam algumas escolhas.

Conciliar o empreendedorismo com a maternidade, que se estende às atividades do lar e fora dele, é tarefa possível, porém bastante desafiadora, que exige dinamismo, resiliência e determinação para colocar em prática, sem sofrimentos, todas as ações propostas para o bom funcionamento desta díade.

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